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Como ler Monteiro Lobato

Este 2019 será lembrado na literatura infantil brasileira como o ano de Monteiro Lobato.

Primeiro, porque, desde 1 de janeiro, ele está em domínio público, ou seja, os direitos de publicação de seus livros estão livres. Na prática, qualquer um pode publicar o autor sem precisar negociar direitos autorais com ninguém, as histórias são públicas.

Isso leva a uma avalanche saudável de novas edições de suas obras.

Por outro lado, aos poucos volta à tona o debate dos míopes que questionam o que chamam de racismo explícito na obra de Lobato.

O destaque para o racismo dá-se, principalmente, pela maneira como o autor fala da negra Tia Nastácia… Nada mais retrógrado que chamar o tratamento de racista.

Como afirmou Jorge Coli em artigo na Folha de S.Paulo (domingo, 3 fev. 2019), trata-se da expressão de uma liberdade. Liberdade que a literatura infantil vem perdendo ao longo dos anos, e que caminha para um preocupante abismo negro alimentado pelo novo governo.

Por isso tudo, ler Monteiro Lobato hoje é não apenas um ato de liberdade extrema, mas de resistência e preservação da liberdade intelectual e artística.

Uma das questões mais sensíveis, e pouco comentadas, é que as crianças podem ter dificuldade em ler Lobato. Não pelos enredos, mas pela linguagem utilizada pelo autor.

Por isso, antes que essa aparente dificuldade afaste os pequenos do Sítio do Picapau Amarelo, o blog COISA DE CRIANÇA sugere um roteiro inicial para a leitura da obra.

A sugestão é simples. Comece pelo mais engenhoso dos livros, que apresentam de certa forma os personagens, e siga para os que remetem a “eventos históricos”.

1. Memórias da Emília

2. Reinações de Narizinho

3. Caçadas de Pedrinho

4. O Minotauro

5. O Saci

Divirta-se. Não deixe de ler.

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