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Como fazer um poema visual infantil (parte 1)

Vou começar com este artigo uma série de reflexões sobre poemas visuais infantis. Não quero com isso esgotar o assunto, mas provocar o leitor a pensar e a ler melhor o poema visual.

Mais do que o poema escrito em versos, o poema visual está muito ligado à leitura que se quer que o leitor faça dele.

Relaciono isso à relação que significante e significado estabelecem no poema visual.

Opa! Peraí! Sig o quê?

Sem desespero. Vamos passo a passo.

Um linguista famoso chamado Ferdinand de Saussure foi quem organizou a palavra em duas partes. Ele escreveu que a palavra tem uma parte que o som e outra parte que é o sentido. As duas partes andam sempre juntas. A parte do som, das letras, ele chamou significante. A parte do sentido, ele chamou significado.

Quando escrevemos, claro, tudo se mistura. Mas, quando paramos para pensar num poema especialmente um visual, temos de olhar a palavra de maneira diferente. Na verdade, temos de enxergar o significante, ou seja, as letras, como uma espécie de objeto ou uma pintura.

Um S, por exemplo, na cabeça de um poeta visual não é apenas um sinal gráfico que representa determinado som (dependendo da posição na palavra). O S para o poeta visual é também uma curva sinuosa, que pode se enrolar sobre si mesma, pode enganchar-se em outras letras, pode virar um bicho.

Por isso, o poema visual está muito ligado à leitura. Para existir, ele depende da percepção que o leitor terá daquela letra que o escritor usou. E isso antes ainda que o leitor pense em significado.


Olhe de novo para o alfabeto e perceba as letras de maneira diferente. Perceba as letras como pedaços ou peças de montar .


No próximo post, continuamos.

Boas descobertas.


Poesia visual X Poesia concreta

Tenho viso em algumas publicações e materiais que circulam nas escolas que o termo poesia concreta é usado como sinônimo de poesia visual. Tratam-se, no entanto, de dois conceitos, ou duas classificaç

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