Pseudomundos (parte 1)

Hoje Coisa de criança começa a contar uma história que ainda não sabe como vai terminar. Estamos escrevendo aqui neste blog, enquanto você lê. Pode ser que não cheguemos a lugar nenhum. Pode ser que a história fique sem pé nem cabeça.

Quando escrevemos, às vezes sabemos o começo, o meio e o fim. Aqui decidimos começar só com uma ideia, na verdade, uma palavra que surgiu do nada: pseudomundos.

Onde ela vai nos levar? Não sabemos. Quer acompanhar?

Se quiser participar, mande sugestões de caminhos. Quem sabe não se encaixam direitinho na história?

O e-mail do blog é:

blogcoisadecrianca1@gmail.com

A história começa assim:

O menino, numa reunião virtual com dois amigos, disse:

– Com três sílabas consigo inventar um mundo.

O espanto foi geral. Os dois que ouviram o que o amigo disse estavam há mais de um ano trancafiados em casa, procurando coisas para fazer em todos os cantos e profundamente entediados com tudo: brinquedos, coisas, programas, livros…

Enquanto isso, pensaram, aquele sortudo visitando mundos novos. Como podia ser isso?

A pergunta quase escapuliu das bocas que sorriam meio amarelo. A sorte é que, pela tela do celular, era mais fácil esconder as reações. Ninguém sabia quem estava olhando para quem.

O mais desconfiado dos três então perguntou:

– Como você faz?

Ao que o menino, abrindo um grande sorriso, segredou, quase num sussurro:

– Eu invento.

– Inventa o quê? – disse o amigo que estava quieto até aquele momento, só ouvindo e invejando os outros dois.

– Invento palavras.

(fim da Parte 1)

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Estava uma ventania dessas de bater as janelas e fazer as roupas do varal dançar coreografia. Zunia e assobiava noite e dia. Sinal de que alguma coisa acontecia. Enquanto os adultos cochichavam, o men